domingo, 24 de dezembro de 2017

Bright

  Olá, pessoal! Hoje vou falar sobre Bright, o mais novo filme original da Netflix, lançado no dia 22 de dezembro. O filme é estrelado por Will Smith e dirigido por David Ayer (Esquadrão Suicida). Bright é a história de uma Los Angeles que conta com elementos fantásticos, como elfos, orcs e magias. É como se o bom e velho Dungeons & Dragons tivesse sido misturado ao nosso cotidiano e ligado a questões sociais bem reais, como racismo e discriminação por classe social.
  Na história de Bright, o policial Ward (Will Smith) volta a ativa depois de se recuperar de um tiro efetuado por um criminoso. Juntamente com Jakoby (Joel Edgerton), o seu parceiro orc, ele tem a missão de garantir a segurança da população de Los Angeles. Durante uma de suas missões, eles deparam-se com uma cena de ritual de sacrifício, e conseguem salvar Tikka (Lucy Fry), uma misteriosa elfa. A partir disso, toda a trama desenvolve-se em uma jornada para impedir que um grande mal assole o mundo, na figura dos Inferni e seu lorde das trevas.
  Bright é um filme que primeiramente chama atenção por seu apelo visual. A Los Angeles movimentada e conturbada que somos habituados a ver nos filmes agora conta com criaturas fantásticas, com suas características, políticas e conflitos. Gangues de orcs, elfos vestindo ternos caros e dirigindo carros esportivos, todos vivendo em uma sociedade exclusiva, onde os territórios devem ser conquistados pela força e influência. 
  A narrativa de Bright é bem dinâmica, e conta com flashbacks individuais que aprofundam aos poucos a história dos protagonistas. Uma mesma cena conduz o começo da história, e ela é recontada por diversas vezes, tendo detalhes acrescidos à medida que o filme prossegue. É interessante a forma que o filme atenta-se ao passado de sua própria história, onde uma guerra no melhor estilo Senhor dos Anéis derrotou o lorde das trevas por volta de 2000 anos. É uma pena que no meio de tantos flashbacks, não temos nenhuma cena contemplando esta parte da trama. No geral, a história de Bright é interessante e divertida, dando abertura para expandir o cenário mostrado. 
  Bright é um filme divertido de se assistir. Conta com bons efeitos visuais, ação rápida e uma história que tenta inovar em alguns aspectos. É uma boa pedida para assistir no dia de natal, ou então em alguma tarde livre. 
  E aí? Assistiram Bright? Curtiram o filme? Comentem aqui no blog. E lembrem-se: não sejam fanboys, só atravessem no sinal vermelho, e que a Força esteja sempre com vocês! E feliz natal para todos! 


Os policiais Ward e Jakoby em uma Los Angeles que mistura fantasia e problemas reais.





  

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Star Wars Episódio VIII - Os Últimos Jedi - SPOILERS!

  Olá, pessoal. Hoje vou falar sobre o mais novo episódio da saga cinematográfica Star Wars, recentemente lançado. Com o subtítulo "Os Últimos Jedi", o episódio 8 é uma sequência direta do episódio 7, o Despertar da Força, dirigido por Rian Johnson. Antes de começar a discorrer sobre o filme, alerto que terão eventuais spoilers sobre a trama. Pensei bastante, refleti e tentei, chegando a conclusão de que é impossível falar sobre este filme sem entregar detalhes de sua história. Portanto, continue lendo esta postagem apenas após de assistir ao filme. É por sua conta e risco. 
  Os Últimos Jedi começa seguindo diretamente o Despertar da Força. A Resistência, liderada pela General Leia Organa enfrenta diretamente a Primeira Ordem, com uma grande desvantagem numérica. A esperança para a virada do conflito está depositada na jovem Rey, que foi em busca de Luke Skywalker, o lendário Jedi que pode trazer a paz de volta a galáxia. Na primeira sequência do filme, temos o grande destaque do piloto Poe Dameron, que lidera a arriscada missão de bombardear o Dreadnaught, uma grande nave de batalha da Primeira Ordem. Uma sequência de batalha espetacular, com naves nunca antes mostradas na franquia. 
  Star Wars - Os Últimos Jedi é um filme longo (com cerca de 2 horas e meia), mas mesmo assim mostra-se dinâmico, com cortes rápidos entre os núcleos principais, tendo espaço para ação, comédia, e muita emoção pela frente. 
  A meu ver, o destaque principal dos Últimos Jedi é a relação entre Rey e Kylo Ren, que basicamente funciona como os dois lados de uma mesma moeda. O lado da luz e o lado negro da Força em contato direto, através das sequências e diálogos, onde os personagens expõem os seus conflitos durante boa parte da trama. O rápido treinamento de Rey com Luke Skywalker tem muitas referências a trilogia clássica, sem demonstrar algo já batido. Com momentos de contemplação e leve humor, a jovem sucateira aprende os mistérios da Força, tornando-se uma nova Jedi. Paralelamente, o jovem Kylo Ren mergulha em seus conflitos, enquanto segue as ordens do poderoso Snoke, supremo líder da Primeira Ordem. 
  Em um outro núcleo, temos a longa e arriscada missão de Finn e da novata Rose (ambos sob o comando de Poe Dameron), em busca do "decodificador", um criminoso capaz de desativar o rastreamento das naves da Primeira Ordem e permitir a fuga da Resistência de um ataque devastador. Durante a trama, podemos perceber o crescimento dos personagens e a sua relação com a Primeira Ordem. Uma das cenas de maior destaque deste arco é o confronto entre Finn e a Capitã Phasma, sua antiga superior e algoz.
   Os momentos mais tocantes dos Últimos Jedi definivamente são os que envolvem tanto o Luke Skywalker quanto a Leia. Durante as cenas da Ilha, podemos entender o que aconteceu com Luke após o fim do Retorno de Jedi, e como ele mudou depois de todo esse tempo, bem como a sua relação com Ben Solo e os conflitos seguintes. A relutância do personagem em dar continuidade a tradição Jedi tem certo fundamento, se considerarmos todas as coisas ruins que aconteceram. Uma tocante cena que destaco é a conversa entre Luke e o Mestre Yoda (manifestado através da Força), onde Luke recebe conselhos sobre como ser um mestre. Toda a cena final do Mestre Skywalker é extremamente tocante. As cenas com a Leia Organa também emocionam, devido ao falecimento da atriz Carrie Fisher em dezembro de 2016. O filme foi dedicado a ela.         
  Essencialmente, Star Wars - Os Últimos Jedi é um mergulho em emoções recheado de ação e com excelentes efeitos visuais. Tanto as novidades como as referências aos clássicos são destaques no filme, o que prende tanto os fãs mais velhos quanto os mais jovens. É um filme longo, mas com momentos empolgantes quase que a todo instante, o que disfarça a longa duração. Apesar de ser longo, o filme não dá tanto destaque a personagens que o marketing nos vendeu tão bem, como o Snoke ou mesmo a Capitã Phasma. Esses e outros personagens poderiam ter um pouco mais de tempo de cena. Não me importaria se o filme passasse das 3 horas por conta disso. 
  De coração, achei Os Últimos Jedi um dos melhores filmes produzidos nos últimos anos. Definitivamente, o melhor filme de 2017. E vocês? O que acharam dos Últimos Jedi? Podem comentar aqui no blog. E lembrem-se: Não sejam fanboys, só atravessem no sinal vermelho e que a Força esteja sempre com vocês! Mas sempre mesmo! 

Star Wars Episódio VIII - Os Últimos Jedi. O mais novo filme da saga.






terça-feira, 21 de novembro de 2017

Liga da Justiça

  Olá, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre o filme da Liga da Justiça, o mais recente filme de super heróis da DC/Warner Bros. Como de costume, não vou soltar spoilers, podem ler tranquilos. A trama de Liga da Justiça segue após os acontecimentos de Batman vs Superman. Após a morte do Superman, a Terra tornou-se um planeta vulnerável. Uma grande invasão alienígena liderada pelo Lobo da Estepe está para acontecer, e os heróis tem que dar o seu melhor para proteger o nosso planeta. Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg devem unir-se para derrotar um mal nunca antes visto. 
  O filme da Liga da Justiça tem um bom visual. Os personagens são ricos em detalhes e com boas demonstrações de poder. Efeitos especiais e cenas de ação que agradam os olhos. O teamwork dos personagens funciona bem, mesmo com a carga dramática de cada um sendo exposta quase que toda hora. As cenas de comédia são simples, mas são capazes de arrancar risos. 
  Um dos principais problemas do filme da Liga da Justiça é o roteiro simples, com referências já batidas e a falta de consequência das grandes ações. Algumas cenas do filme demonstram que os heróis não tem a sua capacidade explorada, por descuidos simples que raramente aconteceriam nas HQ's ou em outras mídias. Mesmo com o visual altamente elaborado, o roteiro não segura muita coisa do que foi produzido. Zack Snyder teve problemas, precisou sair da direção, e tudo mais. A bola foi jogada pro Joss Whedon, mas mesmo assim, o filme poderia ter um pouco mais de impacto, considerando que são heróis que praticamente deram início ao formato de HQ's que lemos hoje. Não, eu não estou falando de ser sombrio. Estou falando de consequências. 
  No geral, o filme da Liga da Justiça diverte. Não chega a ser uma verdadeira decepção, mas poderia ser melhor sim. E aí? O que acharam do filme da Liga? Comentem aqui no blog. E lembrem-se: não sejam fanboys, só atravessem no sinal vermelho e que a Força esteja com vocês. 


                    Os mais clássicos heróis. A Liga da Justiça mostra o seu poder no novo filme! 


sábado, 28 de outubro de 2017

Thor Ragnarok

  Olá, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre o filme Thor Ragnarok. Ragnarok é o terceiro filme do deus do trovão, passando-se após da Era de Ultron, aproximadamente ao mesmo tempo de Capitão América Guerra Civil. O review, como de costume, é sem spoilers.
  Ragnarok é uma grande jornada por diversos mundos, sempre com a preocupação de unir com as histórias dos outros filmes que compõem o universo cinematográfico Marvel. Um grande destaque do filme é a grande carga de humor do roteiro, seguindo bem a linha dos filmes dos Guardiões da Galáxia. 
  Diante da ameaça de Hela, Thor vê-se obrigado a unir um time para deter a deusa da morte. O time formado por Thor, Loki, Hulk e Valquíria passa por uma longa jornada cheia de ação e boa comédia, tudo para salvar Asgard do iminente Ragnarok, o fim de tudo na mitologia nórdica. Thor Ragnarok segue as premissas dos filmes da Marvel, mas sem a necessidade de expor uma trama muito elaborada. Não é um filme que se explica demais, partindo do pressuposto que já conhecemos os heróis principais. A trama do planeta Sakaar tem sua fonte nos quadrinhos do Planeta Hulk, mas sem grandes detalhes. 
  As cenas de ação são muito bem elaboradas e os efeitos especiais são um show a parte. As demonstrações de poder de todos os personagens são de encher os olhos. Tanto os deuses, como Thor, Loki e Hela, como o próprio Hulk e outros personagens combatentes tem combates muito bem elaborados. O filme não deixa a bola cair quando o assunto é ação. Visualmente, Thor Ragnarok é um filme bem colorido. Tanto as cenas de Asgard como as do planeta Sakaar são bastante coloridas, especialmente nos momentos com as naves espaciais. A trilha sonora tem como destaque a icônica Immigrant Song, do Led Zeppelin, além de músicas que lembram bastante os filmes dos anos 80.
  E aí? O que acharam do Thor Ragnarok? Comentem aqui embaixo. E lembrem-se: não sejam fanboys, só atravessem no sinal vermelho e que a Força esteja sempre com vocês! 

                                                Não vai ser fácil para o deus do trovão!