sábado, 16 de abril de 2016

Internet no Brasil - situação

  Bem, pessoalmente falando, eu (Alexandre) reservo o espaço do Chewie Opina basicamente para falar sobre cultura pop e entretenimento. Filmes, séries, jogos, os próprios PretoCasts, e por aí vai. Essencialmente, eu não trago os assuntos políticos para a mesa, porque a grande maioria já o faz, e porque pessoalmente não gosto da ideia de polarização. Independente do lado que você tome, você é rechaçado, logo fico em standby enquanto a isso. 
 Mas recentemente, as operadoras telefônicas brasileiras resolveram apertar o cerco contra os consumidores, impondo o limite de uso para a internet de banda larga fixa, que segundo elas já é proposto em contrato. Ok, vamos lá.
  Não vou escrever esse texto para defender aqueles que trabalham com cultura pop (produtores de conteúdo, seja qual mídia for). Não tomarei essa abordagem, porque todos praticamente já estão fazendo isso. Venho aqui propor uma reflexão: O que a internet faz pela sua vida? Agora pense: O que a internet faz para a todas as empresas brasileiras no século XXI? Falo de todos, desde o pequeno empreendedor (ou até o individual), até as gigantes do comércio. Imagina o cara que trabalha com vendas online, com prestação de serviços online. O pacote de dados acabou? E aí? Como atender os clientes? A ideia é ficar arrancando uma boa fatia do dinheiro para recarregar dados e assim poder continuar fazendo o seu trabalho? Bem, é isso que eles querem.
  O grande problema das empresas brasileiras é não saber lidar com as mudanças de mercado (não, não vou falar de Uber vs Taxistas, isso fica pra outra hora). Sem falar nos monopólios de informação. Operadoras de telefonia também são donas das TV's por assinatura, ou até mesmo as TV's abertas são donas dos serviços. Quando algo sai do plano de monopólio, ao invés de se atualizarem, buscarem inovações e melhorarem os serviços, as empresas atacam. Digo isso porque atualmente, a programação da TV a cabo não me seduz mais. De quase 100 canais, se assistir 5, eu estou fazendo bastante. Aí temos os serviços de TV sob demanda, como a Netflix. Séries completas e um gigante acervo de filmes na ponta dos seus dedos. Os gigantes piram. A palavra é essa mesma, piram! A partir disso, vão a justiça, para impor cláusulas absurdas goela abaixo dos consumidores. Como eu ouvia há um certo tempo atrás: "Não sabe brincar, não desce pro play." Isso se aplica desde a TV, a internet, os transportes, ou até mesmo o sistema de correios. 
  Acho que já escrevi bastante. Apenas quero a reflexão de todos. Até onde esse, digamos, autoritarismo das empresas pode nos influenciar? Existe livre comércio? Olhem bem direitinho para as faturas dos seus serviços e pensem com carinho nisso. Já fiz muito em uma madrugada. Espero que ao menos alguém possa pensar sobre. 


Desculpem pelo longo post, aí vai uma batata! 

      

Nenhum comentário:

Postar um comentário