segunda-feira, 6 de junho de 2016

Apocalypse e a violência

  Olá, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre um personagem icônico por seus poderes e maldade no mundo dos quadrinhos e da cultura pop: Apocalypse. Considerado o primeiro mutante da história, Apocalypse, originalmente chamado En Sabah Nur, é um mutante sedento por poder, que acredita no princípio que utiliza como lema: A sobrevivência dos mais fortes. Dentre seus diversos poderes, Apocalypse é imortal, tem um fator de cura avançado, é capaz de manipular massa em nível atômico de qualquer coisa, entre outras coisas que não comentarei por hora. Ocasionalmente, Apocalypse aparece para querer dominar o mundo, ao lado de seus cavaleiros (como na Bíblia: peste, morte, fome e guerra), mutantes escolhidos para serem seus servos. Geralmente, os X-Men passam por maus bocados pra derrotar o cara! O personagem teve a sua primeira aparição na X-factor #5, lá em 1986. 
  Estabelecido o personagem, e parte de sua motivação, vamos aos fatos. No filme X-Men Apocalypse tivemos a primeira aparição do vilão no universo cinematográfico da Fox (como o próprio nome indica). O personagem é interpretado pelo ator Oscar Isaac, o Poe Dameron no Star Wars - O Despertar da Força. No filme, os X-Men enfrentam o personagem. Não darei mais detalhes, pois o filme está em cartaz. 
  Toda a questão começou com um material publicitário do filme, divulgado pela Fox em outdoors. Na imagem específica, Apocalypse estrangula a mutante Mística, interpretada pela atriz Jennifer Lawrence. A imagem causou grandes controvérsias na internet, e foi motivo de muita discussão, pelo seu exato conteúdo: violência contra a mulher. Sim, é uma cena violenta, e choca um pouco aqueles que não tem tanta vivência com o universo dos quadrinhos. A Fox até pediu desculpas pelo ocorrido, tirando as imagem do ar. Toda essa ação causou muita discussão nas redes sociais.
  De um lado, aqueles que lutam contra a violência, e reclamaram avidamente da Fox pelo material. Do outro lado, as pessoas que entendem a lógica dos quadrinhos, que conhecem os personagens e que entenderam a imagem dentro do contexto inicialmente proposto: Um vilão atacando a heroína de um filme de super heróis.   
  Existe a ficção, e existe a realidade. A primeira muitas vezes baseia-se na segunda para manter-se existindo. Chegam até a se tocar algumas vezes, mas nada mais que isso. A violência exposta em filmes, séries, quadrinhos, games, na própria literatura e até nas novelas é ficção também. E tem muita violência acontecendo nessas mídias. Para amortizar o impacto dessa violência, existem duas coisas que são importantes: classificação indicativa (o que é diferente de censura) e educação (fundamental pra tudo nessa vida), 
  A classificação indicativa é o que determina a idade mínima do consumidor das mídias. Varia de acordo com o conteúdo da mídia. Coisas como uso de drogas, violência, conteúdo sexual, nudez, linguagem obscena, entre outras, são determinantes na idade mínima para o consumo da mídia, indo de 10 a 18 anos. Diferente de uma censura, ou seja, proibição, a classificação indicativa é apenas um referencial. Pela lei brasileira, qualquer pessoa, não importando a idade, pode assistir a filmes, desde que acompanhada por um responsável legal (pais, irmãos, ou parentes próximos, como tios). Tendo dito isso, enfatizo que é importante considerar a classificação indicativa dos filmes antes de comentar sobre as possíveis violências. X-Men Apocalypse tem a classificação indicativa de 12 anos, para questões de parâmetro. 
  A educação é o mais importante dos fatores. Não apenas a acadêmica, mas especialmente, e enfatizo, especialmente a doméstica. Pais presentes, que educam e orientam seus filhos sobre diversas questões, dando discernimento e sensatez. A presença dos pais nessas situações nessas horas é crucial. Comprar um console de última geração e deixar o filho jogar o que quiser, sem se importar com a violência, é bastante errado. O mesmo vale para os filmes. 
  Voltando a questão da Fox, depois de explicar estes fatores. Sim, foi uma decisão descabida do estúdio autorizar a imagem e como ela foi veiculada: em um outdoor, a vista de milhares todos os dias. Voltaram atrás e pediram desculpas, isso foi nobre. Porém, criticar uma obra de ficção por conteúdo violento, tendo o mundo real com coisas bem piores acontecendo todos os dias ao nosso redor, é uma coisa complicada. A obra de ficção, você escolhe assistir ou não. Na vida, você assiste, nem sempre diretamente, mas cedo ou tarde, todos acabamos sabendo. A violência existe, é muito presente, inclusive podendo nos tornar vítimas. Os heróis e vilões existem na ficção e na cultura pop. Você pode acompanhá-los. Ou não. E para encerrar, não postarei a imagem, justamente para não fazer apologia.

Apocalypse, o mais antigo mutante e um dos mais poderosos vilões dos X-Men! 


  Por hora é isso, pessoal! E lembrem-se: não sejam fanboys, só atravessem no sinal vermelho e que a Força esteja sempre com vocês! 



  

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