quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Opinião - Esquadrão Suicida

  Olá pessoal! Hoje falarei um pouco sobre o filme Esquadrão Suicida. Na verdade, sobre a repercussão do filme como um todo. Aconselho fortemente a assistir ao filme antes de ler esta postagem. Não me responsabilizo por eventuais spoilers. 
  O filme Esquadrão Suicida, dirigido por David Ayer (Corações de Ferro, Dia de Treinamento), conta a história do famoso grupo de vilões da DC Comics que trabalha para o governo americano, realizando missões de altíssimo risco. Faz parte do novo universo cinematográfico da DC, ao lado do Homem de Aço e do Batman vs Superman. 
  Houve uma enorme expectativa por esse filme, por parte tanto da mídia como dos fãs. Muitos segredos de produção foram sendo revelados aos poucos. Trailers repletos de ação e músicas consagradas, destacando os personagens, e direcionando uma hype gigantesca a um deles: o Coringa. O novo palhaço do crime, interpretado por Jared Leto. O inimigo n° 1 do Batman é um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos, e todas as suas encarnações são, de fato, memoráveis. Jack Nickolson, Heath Ledger. Grandes atores que tiveram suas carreiras marcadas por este personagem tão querido dos fãs. Dessa vez, Leto teve a oportunidade de aparecer no Esquadrão Suicida. Porém, durante menos de 25 minutos de filme, e apenas para explicar a origem da Arlequina. Explicar como a Doutora Harley Quinzel tornou-se a maníaca que ela é hoje. Isso decepcionou muita gente! 
  Outro ponto fraco do filme foi o roteiro. Como premissa, o filme é a reunião da Força Tarefa X, proposta pela Amanda Waller (Viola Davis mandando muito bem no papel!). Com o Superman morto e o Batman praticamente fora de circulação, o mundo literalmente está a mercê de grandes ameaças, e a Waller vê que seu plano é viável para suprir a demanda. Logo, ela convoca o soldado Rick Flag (Joel Kinnaman, o Robocop do Padilha!) e a Doutora June Moone/Magia (Carla Delevingne, com uma atuação bem aquém), para recrutar e "controlar" estes poderosíssimos criminosos. Dentre o grupo, destaco a Arlequina (Margot Robbie, a Jane do novo Tarzan), por uma boa atuação, respeitando a origem do personagem, e até fazendo referências a série animada de 1992, a verdadeira origem da personagem. Um destaque "negativo" de minha parte é o personagem Deadshot (Will Smith, fazendo mais do mesmo). Eu esperava um personagem com menos coração. 
  Voltando a história. O Esquadrão é recrutado para deter uma grande ameaça, que na verdade é a própria Magia, ao lado de seu irmão ancestral (que lembra um Shao Khan do MK, só que sem carisma). Toda uma corrida contra o tempo, com boas doses de piada da Arlequina e de muito mimimi entre o Deadshot e o Flag. Tudo isso com alguns easter eggs e cenas com heróis da Liga da Justiça que está por vir. No geral, o filme é visualmente bacana, e divertido de assistir. Vale a pena. Se você ignorar o roteiro, como um todo. 
  Sobre a DC nos cinemas: correria demais. Easter eggs na cara de todo mundo. Pouca sutileza nesse quesito. Batman vs Superman teve muitos problemas, justamente por essa pressa. A Marvel demorou quase uma década, explicando cada aspecto das coisas. Juntando peça a peça. Não tem pra quê correr tanto. Enfim, é a minha visão de tudo isso.
  E volto a bater na tecla sobre a questão de opinião: Não é porque sites de cultura pop expressam opiniões que elas são absolutas. Atacar o Rotten Tomatoes ou outros sites não adianta. É a opinião deles! 
  Por hoje é isso, pessoal. E lembrem-se: Não sejam fanboys! Só atravessem no sinal vermelho! Que a Força esteja sempre com vocês! 

                                                                    Mandou bem, garota! 


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