quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Vampiro a Máscara - 25 anos

  Olá pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre um clássico dos RPG's, que com certeza muitos veteranos já jogaram, e que tornou-se um marco aqui no Brasil: Vampiro a Máscara. O primeiro RPG de horror pessoal (horror psicológico, onde você é o monstro, não a vítima) a ser publicado aqui no Brasil, lá na década de 90. Publicado originalmente pela editora White Wolf, e escrito por Mark Rein Hagen, em parceria com Stewart Wieck. Vampiro tem inspiração nos romances de Anne Rice, autora americana de livros como: Entrevista com o Vampiro, O Vampiro Lestat e Rainha dos Condenados. Em suas obras, Rice quebra com o conceito do vampiro clássico: recluso, em um castelo longínquo, ou em montanhas inóspitas, ou até mesmo em vilarejos escondidos. Em seu mundo, os vampiros são criaturas da noite que vivem entre nós, seja nos becos sujos, ou nos arranha-céus das elites urbanas. Esses vampiros constituem uma sociedade secreta, e os humanos são suas presas, bem como suas diversões. 
  No mundo de Vampiro, os "membros" ou Cainitas (filhos de Caim, o n° 1), dividem-se em clãs, que determinam sua linhagem e poderes específicos. Ao todo, os 13 clãs dividem-se em seitas, que possuem hierarquia e sistema político próprios. Existem duas seitas principais: a Camarilla, que utiliza o preceito da Máscara, ou seja, torna os vampiros secretos e misturados aos humanos, manipulando a sociedade secretamente. E, do outro lado, temos o Sabá, que abraça os instintos vampirescos, e vê a humanidade apenas como fonte de alimento ou vítima de seus jogos sádicos. O conflito dessas duas seitas vem de séculos. E além disso tudo, temos a aproximação das Noites Finais, o fim dos tempos para a sociedade vampírica. Uma série de desastres que pode acabar de vez com todos os vampiros (são muitos pra uma simples postagem de blog). 
  No jogo, os jogadores geralmente assumem o papel de um vampiro neófito, a 13ª geração a partir de Caim. Vampiros jovens, recém abraçados (transformados), que entram no Mundo das Trevas, em meio a grandes conspirações e ameaças da política vampírica, bem como outros segredos sobrenaturais que podem acabar com você a cada esquina. Ao contrário dos RPG's mais clássicos, como Dungeons & Dragons, Vampiro enfatiza o psicológico do personagem. As linhas de interpretação tem de ser especificadas na criação do personagem, bem como um pouco de seu background. E não! Nem tudo se resolve no braço! Muitas vezes, os personagens tem de utilizar inteligência, ou até atributos sociais para resolver situações. Uma mentira bem colocada, ou uma sedução na hora certa (o que espera-se de um Vampiro) podem salvar a existência de muitas criaturas da noite.
  Pessoalmente, Vampiro a Máscara tem muito significado para mim. Foi o segundo RPG que joguei na vida (o primeiro foi o Advanced Dungeons & Dragons - AD&D), mas foi o que mais curti em minha adolescência, lá pelos meus 12, 13 anos. Apesar do "recomendado para maiores" na capa, era a minha diversão depois das aulas do ensino fundamental. E joguei por muitos anos, tanto o Vampiro, como os cenários subsequentes: Lobisomem, Mago, entre outros. O estilo de jogo mais interpretativo, além do cenário super bem detalhado são atrativos para todo o sistema Storyteller (sistema de regras de todos os cenários).
  Vampiro também esteve presente em outras mídias. Na TV, com a série Blood Brothers (anos 90). Nos cinemas, com os filmes da série Underworld (Anjos da Noite, 2003). Nos games, com o ótimo Vampire The Masquerade Redemption e o Vampire Bloodlines (disponível na Steam), ambos para PC. Também temos os filmes baseados nas obras da Anne Rice que eu citei lá no começo. 25 anos de muita história, jogatina e personagens realmente marcantes. 
  Por hoje é só, pessoal! Espero ter falado bem sobre Vampiro. E lembrem-se: Não sejam fanboys! Só atravessem no sinal vermelho! E que a Força sempre esteja com vocês! Até a próxima!

              Capa da edição especial de 20 anos, lançada em 2011. Resgatando o cenário clássico!


                        Vampiros são os predadores da noite, que podem estar em qualquer lugar.


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